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RECEBER O ALUNO COM DEFICIÊNCIA NA SALA DE AULA NÃO SIGNIFICA INCLUSÃO

Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão

Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão, há necessidade do preparo do docente para conhecer o tipo de deficiência e a historia de vida do aluno, sua relação com seus familiares e vice-versa; saber como trabalhar com outros alunos e com suas famílias, é este o contexto que chamamos inclusivo. Não podemos exigir que o professor esteja preparado. Há ainda a necessidade do envolvimento de gestores, da iniciativa pública e privada, de políticas públicas, de investimento na formação dos envolvidos, trabalho que não se restringe apenas aos professores, mas a todos, sem exceção.

Quando a escola recebe, pela primeira vez, uma criança com discrepâncias significativas no processo de desenvolvimento e aprendizagem ou com algum tipo de deficiência em relação aos demais alunos da mesma faixa etária é natural que muitas dúvidas surjam. O professor, geralmente, sente-se ansioso e temeroso diante de nova situação para a qual não se encontra preparado. Inicialmente, alguns professores pensam ser necessário se especializarem para poderem melhor atender o aluno com deficiência. Sem dúvida a capacitação, a pesquisa e o aprimoramentos são imprescindíveis a prática pedagógica de um profissional da educação. Contudo, a convivência, a experiência e ajuda de profissionais especializados e da família, o professor verifica que o processo de inclusão não é tão difícil como parecia, é um desafio porque implica em mudanças nas práticas pedagógicas muitas vezes cristalizadas.

Boa parte dos alunos com deficiência adaptam-se muito bem às escolas quando sentem-se de fato aceitos, compreendidos e conseguem aprender na escola. Porque, qualquer ser humano não fica bem aonde se sente excluído, incompreendido, não aprende e é rejeitado.

Essas crianças se sentem felizes por poderem participar da vida, conviver e brincar com outras crianças, aprenderem juntas com as demais. Isso é perfeitamente possível, desde que o professor seja orientado em sua tarefa pedagógica.

As situações devem ser cuidadosamente planejadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas desses alunos.

Portanto, não há uma regra específica, se deve falar para os demais alunos da sala de aula se tem ou não um ou alguns alunos com deficiência. Cada situação é única. Dependendo de como o grupo classe e o professor acolher estes alunos, haverá uma estratégia diferente. Caso o professor tenha como prática no inicio das aulas fazer dinâmicas de grupo com seus alunos para se conhecerem deve manter isso, aproveitando a situação para falar sobre o que o aluno com deficiência tem e como todos podem ajudá-lo e das qualidades e competências que esse aluno tem, do que gosta, dás coisas que ele sabe, sobre sua vida, qual a expectativa dele nesta classe e escola, etc. O manejo precisa ser ponderado.

Para que esses princípios inclusivos se concretizem, torna-se fundamental a elaboração, por toda comunidade escolar, de um projeto político pedagógico de inclusão contando com a participação efetiva dos pais, profissionais ou instituições especializadas que realizam o atendimento complementar, tendo em vista a avaliação das necessidades educacionais específicas desses educandos para as adaptações e complementações curriculares que se fizerem necessárias.

Não vejo sentido comunicar aos demais pais que há um aluno com deficiência na classe, para tanto será importante a participação coletiva humanística acolhedora.

Não atendemos síndromes, doenças ou patologias, mas sim uma criança, um aluno, um adolescente, adulto que tenha alguma diferença. Isso é cultural e por isso leva-se tempo para que a cultura da patologia e modelo médico se dissolva para vermos pessoas no lugar de doenças.

Defendo que o trabalho precisa ser coletivo, com tutorias, com todos juntos, por isso aprendizagem é cooperativa, um ajudando o outro, quer seja professor-professor, professor-especialista, professor-aluno, aluno-especialista, aluno-aluno, enfim quem sabe ensina.

A sala de aula deve ser um espaço coletivo, circular, não linear, o poder é de todos, todos tem algo para ensinar, fazer, compartilhar e aprender.

Enquanto a estrutura escolar manter o poder centrado no professor fica inviável qualquer inclusão.

Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos.

Os alunos com deficiência aprendem:

• melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas;

• que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas;

• a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.

Os alunos sem deficiência aprendem

• a lidar com as diferenças individuais;

• a respeitar os limites do outro;

• a partilhar processos de aprendizagem.

Todos os alunos, independentemente da presença ou não de deficiência, aprendem;

• a compreender e aceitar os outros;

• a reconhecer as necessidades e competências dos colegas;

• a respeitar todas as pessoas;

• a construir uma sociedade mais solidária;

• a desenvolver atitudes de apoio mútuo;

• a criar e desenvolver laços de amizade;

• a preparar uma comunidade que apóia todos os seus membros;

• a diminuir a ansiedade diante das dificuldades.

 

A Escola Inclusiva respeita e valoriza todos os alunos, cada um com a sua característica individual e é à base da Sociedade para Todos, que acolhe todos os cidadãos e se modifica, para garantir que os direitos de todos sejam respeitados.

Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter.

E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno.

Vários estudos, no Brasil e no mundo, têm demonstrado que essa pedagogia centrada na relação com o aluno é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência porque:

• Reduz a taxa de desistência e repetência escolar;

• Aumenta a auto-estima dos alunos;

• Impede o desperdício de recursos;

• Ajuda a construir uma sociedade que respeita as diferenças.

Somente com o apoio dos professores, o Brasil poderá, de fato, oferecer uma Educação de Qualidade para Todos. E você, professor, pode começar a fazer isso agora. Não é preciso cursar uma faculdade. Basta você usar sua criatividade, seu bom senso, sua vontade de ensinar, sua experiência. E os professores especializados em alunos com deficiência e outros profissionais, como pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais estão aí para ajudar você. Além disso, uma das características mais interessantes da Educação Inclusiva é que ela deve envolver também as famílias e a comunidade. Isso significa que a Escola Inclusiva poderá beneficiar-se com parcerias com universidades, organizações não governamentais, escolas SENAI, APAEs, centros de reabilitação, entidades de pessoas com deficiência, associações de bairro, associações comerciais locais etc. Essa rede de parceiros, que inclui Essa rede de parceiros, que inclui a participação da família, será fundamental para a escola conseguir os recursos humanos e materiais de que precisa para oferecer a melhor educação para todos os seus alunos.

Como tudo isso funciona para a família?

Existe preconceito vindo de outros pais ou até mesmo dos colegas de classe?

Em todos os sentidos, primeiro em manter a exclusão das pessoas, manter mitos e informações errôneas, isso chamamos de acessibilidade atitutinal, é a mais difícil porque exige que resignifiquemos nossos valores, nossas relações, nossas crenças, enfim todos nós somos especiais e deficientes.

O preconceito faz parte da natureza humana, desde o início da humanidade. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo, do “outro”.

O “outro” inspira receio, temor, insegurança. Esses sentimentos eram importantes no tempo das cavernas, quando os homens eram poucos e lutavam bravamente para sobreviver em um ambiente hostil. Certamente, essa característica foi selecionada evolutivamente porque ajudava na sobrevivência da espécie.

E o homem moderno ainda é biologicamente o mesmo daqueles tempos. Diante do diferente, do desconhecido, é normal adotar atitudes defensivas ou de ataque, que se expressam pelo preconceito, pela discriminação, pelas palavras ofensivas ou por atos violentos, como vemos hoje os comportamentos de bullying nos jovens.

Como é para o educador atender crianças com deficiências?

Poderia definir isso como uma postura dentro de um processo na mudança das atitudes das relações professor-aluno. Urgimos que haja investimentos na valorização do papel e na construção da identidade do novo professor, visto que hoje ele é um facilitador ou mediador da aprendizagem; precisa sair do papel de “dar aulas”, “estimular criancinhas”, para ser o mediador da construção de conhecimentos este é o novo paradigma. Isso pouco se discute no Brasil e por isso o professor ainda fica reivindicando causas absurdas como querer reprovar os alunos. O professor ainda não “percebeu” que ele não é mais “o centro” da situação, hoje ele está “na relação” da aprendizagem com o aluno. As questões da aprendizagem são relacionais e afetivas.

A prática da Educação Inclusiva pressupõe que o professor, a família e toda a comunidade escolar estejam convencidos de que:

• O objetivo da Educação Inclusiva é garantir que todos os alunos com ou sem deficiência participem ativamente de todas as atividades na escola e na comunidade;

• Cada aluno é diferente no que se refere ao estilo e ao ritmo da aprendizagem.

E essa diferença é respeitada numa classe inclusiva;

• Os alunos com deficiência não são problemas. A Escola Inclusiva entende esses alunos como pessoas que apresentam desafios à capacidade dos professores e das escolas para oferecer uma educação para todos, respeitando a necessidade de cada um;

O fracasso escolar é um fracasso da escola, da comunidade e da família que não conseguem atender as necessidades dos alunos;

• Todos os alunos se beneficiam de um ensino de qualidade e a Escola Inclusiva apresenta respostas adequadas às necessidades dos alunos que apresentam desafios específicos;

• Os professores não precisam de receitas prontas. A Escola Inclusiva ajuda o professor a desenvolver habilidades e estratégias educativas adequadas às necessidades de cada aluno;

• A Escola Inclusiva e os bons professores respeitam a potencialidade e dão respostas adequadas aos desafios apresentados pelos alunos;

• É o aluno que produz o resultado educacional, ou seja, a aprendizagem. Os professores atuam como facilitadores da aprendizagem dos alunos, com a ajuda de outros profissionais, tais como professores especializados em alunos com deficiência, pedagogos, psicólogos e intérpretes da língua de sinais.

Como a educação inclusiva pode formar a postura do jovem cidadão?

• Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;

• Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;

• Aprende o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;

• Promove o empoderamento, a autonomia, a independência e a cidadania;

• Desenvolve a capacidade de vislumbrar um projeto de vida produtiva e independente.

Sugestões de Dinâmicas de Grupo ou Rodas de Conversa

Objetivos:

Avaliar os sentimentos e fantasias pessoais, identificar, nomear igualdades e diferenças, pontos fortes e oportunidades de melhoria, estimular a empatia.  Discriminar e diferenciar deficiência de doença. Trabalhar a construção conceitual / terminologia correta das deficiências (as crianças falavam várias palavras, menos “pessoa com deficiência”)

Estratégias:

Aquecimento: Cada criança escolhe uma bexiga. Ao som de música, com as bexigas cheias, vão brincar sob comandos, sozinhos, em duplas, em trios, todos.

Atividades:

I- Com todas as cadeiras de rodas, cadeirões, andadores, vamos fazer vivências de como deve ser uma pessoa com deficiência física. Em dois grupos, um guia o outro/ trocam. Discussão de como se sentiram, desenho na lousa para ajudar o raciocínio. Desenho livre sobre o tema.

II -Vivências sensoriais – Deficiência Visual – A escuridão. Com faixas pretas nos olhos (uma criança guia a outra / trocam). Discussão e desenho livre.

III – Deficiência Auditiva – O mundo do silêncio. Dois grupos ensaiam cenas, utilizando mímica. Um é platéia do outro. Ou o mediador finge falar sem utilizar a voz. Discussão sobre o tema e desenho livre.

IV – Deficiência Intelectual – Por que nosso colega as vezes  tem dificuldades para entender? Uma história contada em duas  versões, mais difícil e outra mais fácil. Discussão do tema e desenho livre.

Sugestão de Livros para Roda de Conversa

Sugestões de livros para trabalhar as deficiências em sala de aula, todos os livros são de Cláudia Wernek da Editora WVA.

Muito prazer, eu existo (5ª ed/1992) -Primeiro livro escrito no Brasil sobre síndrome de Down para leigos. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Coleção Meu Amigo Down (9ª ed/1994) – As histórias – Meu amigo Down, em casa; Meu amigo Down, na rua; Meu amigo Down, na escola são narradas por um personagem que não entende por que seu amigo com síndrome de Down enfrenta situações delicadas. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Um amigo diferente? (9ª ed/1996) – Conta a história de uma criança que diz ser diferente. O texto leva à reflexão sobre as diferenças individuais discorrendo sobre hemofilia, paralisia cerebral, ostomia, doença renal etc. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva (3ª ed/1997) – Primeiro livro sobre sociedade inclusiva escrito no Brasil, explica o que é uma escola, mídia, literatura e sociedade inclusivas. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Sociedade Inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? (2ª ed/1999) – Discute o uso leviano da palavra TODOS na cultura, na mídia, nas universidades, no discurso dos governantes, no dia-a-dia de TODOS. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Uma joaninha diferente (4ª. Ed/2012) Regina Célia Melo, Ed. Paulinas.

 

Bem gostaria de terminar e definir Educação Inclusiva com uma frase: “Olhares e modos de ver”, pois só através do olhar que transformamos o outro ser humano em pessoa, com identidade própria e vida.

E completando:

“A questão fundamental é a atitude. Se é algo que você deseja fazer, você começa a procurar meios de consegui-lo. Se é algo que você não deseja fazer, você começa a procurar desculpas para não fazê-lo.” (Wayne Sailor, 1991).

Autora do artigo: Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Sócia-Proprietária do Instituto Inclusão Brasil. Consultora em Educação
Psicóloga Clínica e Educacional , Pedagoga Especialista e Psicopedagoga
Instituto Inclusão Brasil

Fonte: http://www.institutoinclusaobrasil.com.br/informacoes_artigos_integra.asp?artigo=151

 

Posted in Notícias Externas.

32 Comments

  1. Acho q é muito importante falar em n de cças por sala. Temos salas muito numerosas q é praticamente impossível dar esse tipo de atendimento a todos os alunos c maiores dificuldades

  2. Tenho uma dúvida. As adaptações do planejamento e de TDs as atividades do currículo é responsabilidade do professor? O professor que tem que realizar TDs as atividades para o aluno especial? Aguardo. Grata!

  3. ok,mas você deve concordar que 10 anos foi mais que suficiente para os professores se prepararem pois alei da inclusão tem mais de 10 anos e nesses 10 anos oque os professores fizeram para mudar ou ao menos um cursinho para se adaptarem a mudança não eles apenas sabem dizer que não estão preparados e quando sera que eles irão se interessar ao menos para receber com carinho os alunos com deficiência por que dizer que recebem as crianças e que não estão preparadas isso a gente ja esta cansado de ouvir que tal se preparar ?

  4. Adorei seu texto, é exatamente o que venho abordando para meus alunos na faculdade, parabéns, ainda bem que posso divulgar pensamentos como o meu! obrigada

  5. O que se faz quando o aluno é portador de uma deficiência que põe em causa as aprendizagens dos restante colegas? Pode o direito de um sobrepor-se ao direito dos outros de aprenderem?

  6. Sou Silvana mãe de Letícia Emanuelly Flores de Miranda ela é deficiente auditiva neurossensorial profunda bilateral fez cirurgia implante coclear em Bauru SP 25/11/13.Estuda na escola da rede Municipal e ñ consegui um professor de apoio me oriente já ñ sei + o que fazer.Moro Felixlândia MG

  7. Adorei este artigo!!

    Muitos trabalhos são divulgados, mas nem todos com tantas palavras que precisamos ouvir para fazer refletir as barreiras atitudinais que o processo de inclusão encontra. Sabedoria, graça e luz seriam as palavras ideais para avaliar seu trabalho Marina da Silveira Rodrigues Almeida. Obrigado em expor sua participação na luta pela educação inclusiva .

  8. Tenho uma filha com nesecidades específicas de aprendizado e tenho muita dificuldade em conseguir que a escola de a mediadora que as terapeutas pediram.como posso resolver esse problema?

  9. Obrigada pelo seu texto, é exatamente o que trabalho com minhas alunas na Pedagogia. Peço licença para divulgar a elas, parabéns

  10. Eu gostei muito materia tenho um filho que especial e alumo incluido na escola dele gostaria receber informacies de voces . Se possivel nome lugates fazem avalicoes para dislexia estou a procura ahora muito obrigada bjs simone

  11. Caros amigos,
    Excelentes e claras orientações sobre a inclusão escolar. Muito necessárias de serem divulgadas em todas as escolas, porque toda escola é inclusiva, de acordo coma LDB.Sou mãe de menina de 11 anos com TEA, leve,ma s que compromete o seu desenvolvimento global. Há anos venho lutando pela inclusão escolar de minha filha, mas os ganhos têm sido muito poucos. As escolas não reconhecem as suas limitações. Assim não fazem as adaptações necessárias, e ela acaba se desmotivando. Pois além de encontrar dificuldades na aprendizagem sofre a exclusão de seus colegas , o que a magoa e co.mpromete muito sua autoestima. Enfim, a escola por não praticar a inclusão efetiva traz sérios prejuízos a uma criança. Tenho pensado em recorrer ao atendimento domiciliar,pois entendo que não posso mais permitir dessa situação para minha filha. Mas não sei onde recorrer para obter esclarecimentos sobre este procedimento.
    Tenho pensado também, que nós, pais, precisamos unir esforços para que possamos acompanhar melhor a inclusão escolar de nossos filhos. Muitas escolas cerceiam o nosso direito de participar da escolaridade de nossos filhos, impedindo nossa presença para relatar informações necessárias de ordem escolar, ou pessoal. Não querem nossa presença na escola, para que não vejamos o nível de exclusão pela qual nosso filhos passam: isolados dos outros colegas, ocupando os últimos lugares na sala de aula, desatendidos, ociosos, sem desenvolver qualquer atividade em aula. Se a ffiança é assim tratada pelo seu professor, como é que ela não vai serv ir de bullying para os seus colegas? Como ficam nossos filhos na hora do recreio, e em momentos em que estão sem a presença de um adulto? Na verdade, na maioria dos casos, nossos filhos especiais estão perdidos, esquecidos nas escolas regulares. Precismos saber disto e tomarmos atitudes sérias.
    Sei disso, porque sou professora e presencio fatos assim há muito tempo, antes e depsois da inclusão escolar. Quase nada mudou. As crianças especiais, me sua maioria, são vítimas de bullying, assim como minha filha. Isso é revoltante. é urgente uma tomada de atitude.

  12. Muito bom seu texto, também concordo que muitos professores por não terem especialização se colocam alheios ao assunto, como se o aluno com deficiência não fizesse parte da sua turma, mesmo tendo um professor de apoio ele faz parte da turma. Quem tem interesse procura se envolver e consegue fazer um bom trabalho, mesmo não tendo um título de especialização, pois a inclusão está dentro das pessoas e não fora delas. Para as crianças não existe diferença, o adulto é que acaba construindo essa distância por medo, preconceito ou falta de altruísmo.

  13. Então como vc tenho umá filha especial tbem estamos enfrentando sérios problemas também, com a falta de vontade do governo, das escolas do profissionais que nao tem preparo, pra cuidar da nossas crianças e todos os recurso que tem vou atrás e nada adianta, fui atrás de Colégio pra miMah filha melhor só porque o bairro da escola onde coloquei ela é área rural a Van que dizem ser pró melhor atendimento pras crianças especiais, não faz o trafega dizendo que não são obrigados a levar, daí parti a procura tud . Que mi dizia que era de apoio e suporte de nada adianto, daí resolvi colocar ela numa escola próxima a minha casa UE e uma escola estadual sem estrutura nenhuma, pró arendimento dela no disseram que não tem a vaga, e ainda mais mi disseram que seria só com uma liminar judicial pra Mi derem a vaga, se não nada feito, daí parti pra outra escola pra tentar La, La sim conseguimos mas Mi surpreendi com o que vi La na escola e com resposta que no dera, infelizmente lo deixo muito triste enfim, pra pegar no pé da gente o Conselho tutelar e ótimos, fui procura a vara de infância La Mi deram a informação que nada podia fazer, e até bjs minha filha está fora da escola, porque não vo tira ela Da cama dela quentinha, ou de casa pra ficar jogada dentro de uma escola só pra dizer elas. Está matriculada, queria muito unir forças com outras mães e pais de alunos pra gente se unir e tentar algo que ajude não só os nosso mas os que virão pela frente ,até mesmo de quem nos vira as Costa, ou que dizem que nada pode fazer pra nos ajuda!!

  14. Artigo interessante, porém veicula diversos conceitos confusos sobre inclusão e educação inclusiva. Denota, ainda, a necessidade da autora se atualizar sobre a legislação brasileira, como por exemplo, sobre o Atendimento Educacional Especializado, a Política de Educação Especial na Perspectiva da Inclusão de 2008.
    “Receber em sala”, realmente não basta….isso não é inclusão.
    Professor não precisa se preparar para receber nenhum aluno, muito menos os alunos com deficiência.
    O Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas regulares públicas têm feito um trabalho excelente ao atendimento e parceria aos professores de sala.
    Deficiência não é diferença, é FUNDAMENTAL não confundir isso.
    Esses são conceitos que precisam ser estudados antes de publicarmos textos na internet com certa propriedade sobre o tema…. Esses conceitos não estão nos livros de Cláudia Werneck, mas em publicações mais aprofundadas sobre o tema. Consulte Maria Teresa Eglér Mantoan.
    Visite nosso site http://tnr.nied.unicamp.br/
    Att
    Maria Isabel

  15. O artigo de Marina da Silveira é certamente um dos temas mais abordados nas escolas sobre a inclusão e crianças com Necessidade Educacional Especial (NEE). Todas as escolas públicas que tenham alunos com NEE , devem ter por lei uma Educadora Especial, mesmo que não haja sala de recursos, para auxiliar os professores e demais funcionários, no entanto as “políticas públicas” não atuam como deveria ser. Dependendo das necessidades especiais do aluno, o professor deve buscar recursos, materiais,artigos para desenvolvimento de seu projeto de aula.

  16. adoro seus artigos!inclusive utilizei um anterior seu em meu TCC, qie fala justamente sobre a inclusão, concordo totalmente com vc, o que temos em nossas escolas não podemos chamar de inclusão

  17. A inclusão e as leis que norteiam a mesma no papel, são perfeitas, mas na pratica a realidade é bem outra, Os responsáveis deveriam fiscalizar mais as escolas, percebi quando atuava com inclusão que os docentes devem ser capacitados, mas não só eles e sim todos envolvidos neste processo, E muito serio, pois os pais acreditam que você é o professor do seu filho e há escolas que o aluno de laudo, fica de lado, para que o docente atenda outros alunos. Pais exijam que seus filhos tenham realmente um atendimento especializado e faça valer o direito do mesmo, só cobrando dos responsáveis que teremos uma educação de qualidade para todos, projetos e mais projetos o Brasil tem muito, agora é ação ou seja sair do papel.Fica a dica a todos,

  18. Achei muito enriquecedor o tema desse artigo, pois essa é a realidade enfrentada pelos professores, uma escola inclusiva deve preparar e se adequar aos diferentes tipos de alunado, garantindo-lhes diferentes tipos de aprendizagens. Aos que se encontram nesse espaço social, é inconcebível práticas de discriminação, qualquer tipo de negligências da parte intelectual e social dos mesmos, práticas excludentes, já não comportam mais uma sociedade tão pluricultural na qual estamos inseridos nessa contemporaneidade.

  19. Parabéns pelo tema deste artigo, faço parte de uma instituição, Apae, tenho um filho especial, autista e vejo, a preocupação, a ansiedade, estampada nos rostos de pais, com o comportamento, a falta de respeito, a discriminação da sociedade, com seus filhos, a luta deles, para coloca-los em escolas, transporta-los em conduções, inseri-los na sociedade e faze-los cidadãos de fato e de direito.

  20. Pingback: RECEBER O ALUNO COM DEFICIÊNCIA NA SALA DE AULA NÃO SIGNIFICA INCLUSÃO | Pós Graduação Facvest – Semear e Crescer

  21. Sou mãe de adolescente especial,que sofre muito com o preconceito e falta de interesse da escola, achei muito interessante o assunto e os comentários, estou procurando entender mais sobre seus direitos, quero ajudar minha filha, concordo que é um trabalho a ser realizado em grupo, temos que ter conhecimento dos direitos de nossos filhos e fazer as cobranças certas.Quero saber mais sobre o assunto.

  22. Sou aluno da primeira fase de Pedagogia, sou deficiente ( visual e motora ), tenho como objetivo trabalhar a inclusão de alunos com deficiência em salas de aula. Seu artigo me inspirou muito, então obrigado.

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